Resistência da mente

Texto de Joel S. Goldsmith

Muitos dos discípulos de Jesus que o tinham ouvido disseram: “Dura é esta linguagem; quem a pode ouvir?” (João 6:60 e 66).

A mente humana sempre se ofende com a verdade, porque esta é contrária a tudo o que ela conhece. Imagina que insulto, para ela, dizermos que quando está quieta ou inativa podem realizar-se curas maravilhosas! Imagina que afronta para o homem que se orgulha de seus conhecimentos intelectuais, dizermos que todo o seu dinamismo mental não fará tanto por ele quanto o fará um só momento de silêncio!

A mente humana se ofende quando tentamos dispensar seu auxílio.

“O espírito é que vivifica; a carne nada vale. As palavras que acabo de dizer-vos são espírito e são vida. Mas há entre vós alguns que não crêem” (João 6:63, 64).

Em que não acreditavam alguns deles? Que o Espírito vivificasse, e não a carne, isto é, que o silêncio, a paz fizeram realmente o trabalho, e não a ginástica mental, não o que se aprende em livros ou por meio do intelecto. Nós, hoje, como outrora os discípulos de Jesus, também não estamos conseguindo muito, não estamos fazendo grande progresso. Como no tempo de Jesus, a mente humana se ofende, fica irritada com a idéia de que possa existir um Espírito que trabalha sem palavras ou pensamentos, ou com a idéia de que existe no homem um Espírito que pode levantá-lo, orientá-lo e acalmar-lhe as tempestades da vida, sem que para isto necessite pensar, falar ou recorrer a tratamento.

“O mundo não pode odiar a vós. A mim, porém odeia, porque eu dou testemunho de que as suas obras são más” (João 7:7).

O mundo jamais odiará quem usar as armas ou utilize os métodos de trabalho que ele considera válidos. O mundo odeia somente aqueles que dizem que tudo o que ele tanto preza é desnecessário, visto existir um poder mais alto, o poder do Espírito. Daí a perseguição, embora não seja inevitável. Atualmente estamos aprendendo a deixar que o Cristo impessoal absorva toda a perseguição que nos movam, ao invés de nos permitirmos tomá-la sobre nós. Aceitamos a perseguição, ou tomamo-la sobre nós, quando cremos que a mensagem que apresentamos seja de nossa propriedade particular. Cada um de nós deveria, em vez de aceitar essa perseguição, conscientizar-se do seguinte: “Esta verdade não é minha, mas de Cristo. Se alguém odiar-me por isto, que seu ódio recaia sobre ela, e não sobre mim, porque eu estou apenas mostrando o que o Mestre ensinou sobre a presença de Cristo e o poder d’Aquilo que constitui nosso verdadeiro ser, o Consolador no íntimo de cada um. Se o mundo quiser odiar esta verdade, que a odeie”. Este é o segredo do Mestre, o segredo da “paz que excede todo o entendimento” (Filipenses 4:7), o segredo da paz que é poder.

Joel S. Goldsmith – “Setas no Caminho do Infinito” – Ed. Alvorada


Observação

Por isso que, ao atribuir o segredo e o poder a mente humana barulhenta e inquieta (soberba), o mundo amou e abraçou como sendo um grande e importante segredo. Mas observe na prática que a mente não pode tanto quanto divulgado pela antiga metafísica. A mente imagina e idealiza (sonha), porém é a vida real que faz e aperfeiçoa de acordo com o estado de consciência de cada um. É preciso evoluir do estado de consciência material para o mental e finalmente espiritual. Estes são os três estágios de iniciação espiritual.

Autor do site.

A consciência material é o sentido finito e enganador que considera o homem e o Universo limitados, como bons e maus. A consciência espiritual é a percepção do indivíduo como um ser de Deus, que tem apenas a mente de Deus e o corpo do Espírito.

A consciência espiritual não supera nem destrói a matéria ou as condições materiais: apenas sabe que tais condições não existem, pelo menos da forma com que nos são mostradas pelos sentidos finitos. Ela traduz para nós as aparências, revelando-nos a verdadeira natureza das coisas que estão presentes.

Joel S. Goldsmith – “O Caminho Infinito” – Ed. Martin Claret

Instrumento da Vida
(Joel S. Goldsmith – Resumo)

A mente pode ser usada para nos ajudar, e a outros, construtivamente, como também pode ser empregada para destruir todo o mundo, destruindo-se a si mesma junto com ele.

A força da mente humana pertence ao nível tridimensional. Se restringires a alimentar persistentemente pensamentos de natureza correta, amável e caritativa, farás certo progresso no sentido de melhorar teu caráter. Por outro lado, se ocupares a mente só com pensamentos obscenos, destrutivos e carnais, sem dúvida dentro de poucos meses tenderás a te converter em algo dessa natureza, que começará a transparecer em tua fisionomia.

Na vida tridimensional, que é mente e matéria, a mente é um instrumento que pode ser usado tanto para o bem como para o mal, por meio de bons ou maus pensamentos, construtivos ou destrutivos.

Uma vez tocado o centro de nosso ser, o Espírito é liberado, e então, em Sua presença, mente e corpo já não podem mais funcionar de maneira prejudicial à vida de ninguém. Matéria e mente tornam-se servos ou instrumentos sempre construtivos. O corpo passa a ser governado pelo Espírito. E a mente, cuja função natural é o pensar, passa a ser empregada pelo Espírito, o pensador cujos pensamentos são espirituais e eternos.

Precisas aceitar Deus em tua mente e em teu corpo. Se quiser que Ele te governe o corpo, lembra-te de que terá de ser através da mente. Quando entrares em meditação, deverás estar disposto a receber Deus em tua mente. E não creias que Ele atuará sobre o teu corpo por outro meio que não seja a tua mente. A não ser através desta, isso não acontecerá.

Terás que te entregar a Deus em tudo o que fizeres, pondo tuas aptidões a serviço d’Ele. Não poderás ter o Seu governo sobre uma parte de tua vida com exclusão do resto.

Joel S. Goldsmith – “Setas no Caminho do Infinito” – Ed. Alvorada

À medida que refinamos nossas qualidades mentais e manifestamos mais paciência, mais gentileza, caridade e perdão, estas qualidades se refletirão sobre nossa experiência humana. Mas não paremos por aqui.

Mais alto que o plano do corpo e da mente está o domínio da Alma, o reino de Deus. Aqui encontramos a realidade do nosso ser, nossa natureza divina – não que o corpo e a mente estejam separados ou afastados da Alma; apenas que a Alma é o recôndito mais profundo do nosso ser.

Nos domínio da Alma encontramos completa tranqüilidade, paz absoluta, harmonia e domínio. Aqui não encontramos nem bem nem mal, nem dor nem prazer, apenas a alegria de ser. Estamos no mundo, mas não pertencemos a ele, pois não mais vemos o mundo dos sentidos como aparenta ser, mas, tendo despertado nosso sentido espiritual, nós o “vemos como ele é” – vemos a Realidade através das aparências.

Joel S. Goldsmith – “O Caminho Infinito” – Ed. Martin Claret


Observação

A mente dualística (cérebro duplo), sem a supervisão do Ser único interior (Cristo em nós), (Colossenses, 1:26 e 27), pensa por conta própria, pensamentos bons e maus, positivos e negativos. Enquanto isso nós vivemos a mercê da ilusão da mente, da crença oposta em dois supostos poderes (bem e mal). Como conseqüência, o caos se apresenta como nossa realidade aparente, devido à crença contraditória (loucura). O Espírito de Cristo (nossa verdadeira identidade espiritual interior) tem uma só visão perfeita, o amor, ou bem supremo. Quando sua presença se expressa através de nós, não há mais a crença oposta no bem e no mal ao mesmo tempo (os indivíduos desencarnados, também têm a mente dupla condicionada, embora não seja mais um cérebro físico).

Autor do site.

Metamorfose interior
(Joel S. Goldsmith – Resumo)

Algumas vezes os estudantes da ciência espiritual não se sentem felizes com o desinteresse pelas coisas do mundo, que surge quando prosseguem na busca. Sentem-se como se estivessem perdendo algo de valor. Seus tesouros de arte, seus animais de estimação e os velhos amigos já não lhes são tão importantes. Passam a encarar o mundo – o corpo e mesmo a vida – mais objetivamente. Perdem muitas emoções que constituem grande parte da vida humana.

Enquanto avançam pelo caminho espiritual, são reorientados quanto aos valores humanos, e assim não sofrem muito com os aspectos negativos da vida humana, mas também não se alegram tanto com as coisas boas, como outrora. As emoções ou sentimentos mundanos já não entram tanto em sua vida de rotina. Em compensação, há vantagens que ultrapassam em muito as perdas.

Quando nos tornamos espectadores, não olhamos a vida com ansiedade pelo que esteja para acontecer. Contemplamos o que Deus está fazendo. No caminho espiritual, ao acordar pela manhã o espectador se compenetra de que “Este é o dia de Deus, este é o dia que o Senhor fez”, e pergunta-se a si mesmo: “Que experiências me trará hoje a atividade de Deus?”.

Nesta atitude objetiva, isenta de apego a coisas materiais, passamos o dia inteiro na expectativa de algo prestes a acontecer, na certeza de que o que quer que aconteça nesta hora, na próxima ou depois, terá sido produzido por Deus, será o efeito da Sua atividade. Começamos então a conhecer por experiência própria, certo estado de harmonia profunda, imutável, em que os efeitos externos já não nos interessam como em outros tempos: chegamos àquele nível de consciência que nos permite discernir espiritualmente a natureza ilusória das aparências boas ou más.

Joel S. Goldsmith – “Setas no Caminho do Infinito” – Ed. Alvorada


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The Infinite Way™, é a marca registrada e detém os direitos do material original de Joel S. Goldsmith. Este site não tem nenhuma relação com a marca. O objetivo é simplesmente divulgar um pouco de sua profunda mensagem.

 


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